Agressividade
sadia ou patógena
Temos que saber diferenciar agressividade necessária e sadia da agressão patógena.
A agressividade sadia faz parte do impulso para conhecer, pode
mediatizar-se e abre o espaço ao simbólico. Ela pode estar a serviço da autoria
de pensamento. Temos um exemplo conhecido; na construção de torres, em jogos de
montar, quando uma criança derruba a atividade do outro, ele está usando a
única forma que tem de tomar contato com sua capacidade de construir
pensamento. Impedir essa ação poderá bloquear uma agressividade sadia, dando
lugar a agressão patogenia.
Por outro lado a agressão patógena bloqueia o espaço
criativo e de autoria, está a serviço da inibição ou da destruição do
pensamento.
Segundo Alicia Fernandez, “a
criança que comete atos agressivos e cruéis de maneira habitual está indicando
um déficit em sua experiência lúdica e está denunciando a fragilidade do espaço
que lhe foi dado para mostrar que pode, e uma criança a quem não se permite
mostrar e mostrar-se o que é que pode terá dificuldade para realizar um trabalho
e uma aprendizagem criativa”.
Rita C. Gonçalves