sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O aprendizado



                                                                 A BORBOLETA

Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo. Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele buraco. 
Então, pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela havia ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais. O homem então decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta, então, saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observá-la porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar a tempo. 
Nada aconteceu!
Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.

O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo pelo qual Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de forma que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.
                                                                                                             Autor desconhecido


" Algumas vezes, o esforço é, justamente, o que precisamos em nossa vida. Esse esforço pode ser visto como um aprendizado, a criança aprende, cada uma no seu tempo, se tentarmos apressar esse crescimento, causaremos grandes prejuízos no desenvolvimento dessa criança, onde a recuperação em alguns casos se torna difícil e dolorido, para a criança e para os pais". 

                                                                                                             Psicopedagoga Rita















terça-feira, 4 de setembro de 2012

Freud, além da alma ( O filme )


                                                           
          Freud, além da alma, dirigido por John Huston em 1962, um filme que cobre o período da vida do “pai da psicanálise” desde que ele se graduou no curso de Medicina na Universidade de Viena até a formulação da sexualidade infantil. O roteiro original do filme foi elaborado por ninguém menos que o filósofo existencialista, Jean-Paul Sartre.  O ator Montgomery Clift, foi escolhido para ocupar o papel de Sigmund Freud. Uma das grandes virtudes do filme foi a de inter-relacionar a vida pessoal de Freud com as suas descobertas. O conceito de complexo de Édipo foi extraído da obra “Édipo rei”, de Sófocles, que ele Freud conhecia desde a sua infância.  
  A viagem de Freud a Paris, onde foi estudar durante algumas semanas na Salpetrière, sob o comando de Jean-Martin Charcot , que era o maior estudioso da histeria na época, foi determinante para a descoberta da psicanálise. Charcot demonstrou que a hipinose não era bruxaria, como acreditava ser na concepção da maioria dos médicos, mas sim que era uma forma de ajuda a uma patologia não acreditada na época, por se tratar da histeria que trazia vários sintomas físicos  e psíquicos.
        Ao regressar a Viena, Freud uniu-se ao clínico geral Breuer, também um apreciador da hipnose e compartilharam pacientes e teorias. Quando Breuer  pede a ajuda de Freud no tratamento da paciente Cecily , uma histérica que melhorava temporariamente quando era hipnotizada, mal sabia o clínico vienense que ele estaria auxiliando o seu colega a descobrir um dos conceitos mais importantes da psicanálise, a associação livre de idéias.
            No tratamento da paciente Cecily, Freud se dedicava a conversação,           pois acreditava que as lembranças viriam a tona, trazendo a paciente a realidade. Tratando assim, uma de cada vez, lembranças traumáticas, essas que eram as causas dos sintomas da histeria.
Freud percebeu que para se alcançar o inconsciente não era mais obrigatório que o paciente fosse hipnotizado.
          Mais tarde, Freud elaborou a teoria das neuroses, cuja origem está na sexualidade infantil. Breuer discorda dessa concepção teórica e deixa os estudos sobre a histeria de lado.
         O fato de não ter medo de romper com o passado, não ter medo de opiniões divergentes da sua, bem como seu alto grau de obstinação, foram fundamentais para que Freud iluminasse o inconsciente e o seu funcionamento.