Freud, além da alma,
dirigido por John Huston em 1962, um filme que cobre o período da vida do “pai
da psicanálise” desde que ele se graduou no curso de Medicina na Universidade
de Viena até a formulação da sexualidade infantil. O roteiro original do filme
foi elaborado por ninguém menos que o filósofo existencialista, Jean-Paul
Sartre. O ator Montgomery Clift, foi
escolhido para ocupar o papel de Sigmund Freud. Uma das grandes virtudes do
filme foi a de inter-relacionar a vida pessoal de Freud com as suas descobertas.
O conceito de complexo de Édipo foi extraído da obra “Édipo rei”, de Sófocles,
que ele Freud conhecia desde a sua infância.
A viagem de Freud a
Paris, onde foi estudar durante algumas semanas na Salpetrière, sob o comando
de Jean-Martin Charcot , que era o maior estudioso da histeria na época, foi
determinante para a descoberta da psicanálise. Charcot demonstrou que a
hipinose não era bruxaria, como acreditava ser na concepção da maioria dos
médicos, mas sim que era uma forma de ajuda a uma patologia não acreditada na
época, por se tratar da histeria que trazia vários sintomas físicos e psíquicos.
Ao regressar a Viena,
Freud uniu-se ao clínico geral Breuer, também um apreciador da hipnose e
compartilharam pacientes e teorias. Quando Breuer pede a ajuda de Freud no tratamento da
paciente Cecily , uma histérica que melhorava temporariamente quando era
hipnotizada, mal sabia o clínico vienense que ele estaria auxiliando o seu
colega a descobrir um dos conceitos mais importantes da psicanálise, a
associação livre de idéias.
No tratamento da
paciente Cecily, Freud se dedicava a conversação, pois acreditava que as lembranças
viriam a tona, trazendo a paciente a realidade. Tratando assim, uma de cada
vez, lembranças traumáticas, essas que eram as causas dos sintomas da histeria.
Freud percebeu que para se alcançar o inconsciente não era mais
obrigatório que o paciente fosse hipnotizado.
Mais tarde, Freud
elaborou a teoria das neuroses, cuja origem está na sexualidade infantil.
Breuer discorda dessa concepção teórica e deixa os estudos sobre a histeria de
lado.
O fato de não ter medo de
romper com o passado, não ter medo de opiniões divergentes da sua, bem como seu
alto grau de obstinação, foram fundamentais para que Freud iluminasse o
inconsciente e o seu funcionamento.
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